A Reforma Tributária 2026 deixou de ser um projeto e passou a gerar efeitos concretos na operação de importadores. A reforma inaugura uma nova lógica tributária, que exige revisão na forma de apurar impostos, aproveitar créditos e estruturar o custo das mercadorias importadas.
Para quem importa, o momento exige atenção, revisão estratégica e decisões bem fundamentadas.
A seguir, destacamos três mudanças que já estão produzindo impacto real nas operações.
1. Nova lógica de crédito tributário com IBS e CBS
A substituição gradual do ICMS e do IPI pelo IBS, e do PIS/Cofins pela CBS, altera a forma como o crédito tributário é apurado nas importações.
No modelo anterior, o aproveitamento de créditos envolvia regras fragmentadas, controles paralelos e riscos operacionais que frequentemente geravam insegurança no fluxo de caixa.
Com o IBS e a CBS, a proposta é de não cumulatividade plena. O crédito gerado na entrada da mercadoria passa a ser integrado ao mesmo fluxo dos débitos, reduzindo distorções e aumentando a previsibilidade.
Para empresas com volume relevante de importação, isso significa:
- Maior controle sobre o planejamento tributário
- Redução de risco operacional
- Melhor previsibilidade financeira
A Reforma Tributária 2026 promove uma mudança estrutural na gestão tributária das operações de importação.
2. Aumento do Imposto de Importação
Em fevereiro de 2026, a Resolução GECEX nº 852 elevou as alíquotas do Imposto de Importação para uma lista extensa de produtos.
Embora os eletrônicos tenham recebido maior destaque, setores como aço, componentes industriais e diversos outros segmentos também foram impactados.
O Imposto de Importação pode ser alterado por ato do Poder Executivo, o que o torna um fator permanente de volatilidade no custo de importação.
Isso reforça a necessidade de acompanhamento constante e revisão estratégica da estrutura de custos.
Se a sua empresa ainda não revisou as novas alíquotas aplicáveis aos seus NCMs, este é o momento de fazê-lo.
3. Encerramento de ex-tarifários
Parte significativa dos regimes de ex-tarifário expirou em 31 de dezembro de 2025 e não foi renovada.
Empresas que utilizavam esse mecanismo para reduzir o Imposto de Importação já estão operando com carga tributária superior.
Essa mudança exige:
- Reavaliação de viabilidade econômica
- Ajuste de precificação
- Análise de alternativas estratégicas
A ausência de monitoramento pode gerar impacto direto na competitividade.
O que recomendamos neste momento
Diante desse cenário, recomendamos que importadores adotem uma postura ativa:
- Revisar a estrutura tributária atualizada
- Simular impacto das novas alíquotas
- Reavaliar margens e política de preços
- Monitorar possíveis novos ajustes regulatórios
Antecipação é estratégia.
Estamos ao seu lado nessa transição
Na BM3 Trading, acompanhamos de forma contínua cada movimentação do cenário tributário e aduaneiro. Nosso papel é garantir que nossos clientes tenham previsibilidade, segurança e clareza para tomar decisões estratégicas.
A Reforma Tributária 2026 é uma mudança de lógica operacional. Se quiser analisar como essas alterações impactam especificamente a sua operação, vamos conversar.
Juntos, podemos estruturar uma resposta estratégica para este novo cenário.
- Entre em contato e vamos analisar juntos o seu cenário.


