“Quantos dias leva?” É uma das primeiras perguntas que ouvimos quando uma empresa começa a estruturar sua importação da China. No entanto, a resposta honesta é que não existe um número único, e entender o motivo ajuda a planejar melhor.
O tempo de viagem depende do desenho do serviço contratado. Um serviço sem transbordo, por exemplo, mantém a carga no mesmo navio até o destino. Um serviço com transbordo transfere o contêiner em um porto intermediário, o que acrescenta uma conexão ao percurso e mais uma variável ao cronograma.
Além disso, o porto de origem também pesa. A China embarca a partir de polos portuários distintos, cada um com escalas e frequências próprias, e cada serviço tem seu itinerário publicado pelo armador.
Há ainda o calendário. O Ano Novo Chinês e a Golden Week alteram o ritmo de produção e de embarque, e os períodos anteriores e posteriores tendem a concentrar volume. As condições operacionais dos portos também variam ao longo do ano.
Do lado brasileiro, o cenário é de crescimento. Segundo a ANTAQ, os portos do país movimentaram 1,4 bilhão de toneladas em 2025, com alta de 7,2% nas cargas conteinerizadas. Santos seguiu como a instalação pública de maior movimentação. O porto de entrada mais adequado, porém, muda de operação para operação, conforme o produto, o destino final da carga e o regime tributário envolvido.
Por isso trabalhamos com janelas de previsão e confirmamos o schedule do serviço específico antes de cada embarque. Essa margem evita compromissos comerciais que a rota não sustenta.
Desde 2010 acompanhamos esse percurso de perto, com estrutura no Brasil e escritório na China. Conheça a BM3 Trading.
