Antes de começar a importar, muitas empresas pulam direto para o fornecedor, o preço ou a cotação de frete. O problema é que, sem leitura de cenário, essas decisões ficam frágeis.
Os relatórios globais de 2025 mostram que importar em 2026 exige menos impulso e mais análise. Não se trata apenas de saber o que comprar, mas de entender em que contexto essa decisão será tomada.
A seguir, reunimos os principais dados do mercado global que precisam ser analisados antes de decidir iniciar uma operação de importação em 2026, com base em fontes oficiais e amplamente utilizadas em decisões estratégicas de comércio exterior.
1. Projeções de crescimento do comércio: o que dizem sobre risco e previsibilidade
O primeiro dado a ser analisado não é o volume absoluto do comércio, mas o ritmo de crescimento e sua distribuição por regiões.
Segundo o Global Trade Outlook and Statistics da World Trade Organization, o comércio internacional segue em expansão moderada, com diferenças relevantes entre regiões e setores. O relatório de outubro de 2025 indica crescimento mais contido, porém mais previsível, especialmente em cadeias industriais e fluxos consolidados.
Para quem está avaliando começar a importar, esse tipo de dado ajuda a responder:
- O ambiente favorece decisões estruturadas ou movimentos oportunistas?
- Há previsibilidade suficiente para contratos de médio prazo?
- O risco de volatilidade extrema está reduzido ou ampliado?
Crescimento moderado, nesse contexto, não é um sinal de alerta — é um sinal de controle.
📎 Fonte: WTO – Global Trade Outlook and Statistics (out. 2025)
https://www.wto.org/english/news_e/news25_e/stat_07oct25_e.pdf

2. Fluxos de comércio e reorganização das cadeias: onde estão as aberturas reais
Além do crescimento, é fundamental analisar como os fluxos de comércio estão se reorganizando.
O Trade and Development Report 2025, da UN Trade and Development (UNCTAD), mostra que empresas ao redor do mundo continuam redesenhando suas cadeias de suprimento. A diversificação de origens, fornecedores e rotas deixou de ser uma resposta emergencial e passou a fazer parte da estratégia de longo prazo.
Na prática, esses dados ajudam a identificar:
- setores com maior abertura para novos parceiros comerciais;
- países que ganharam relevância como origem de insumos e produtos;
- cadeias menos concentradas, com menor dependência de um único mercado.
Para quem ainda não importa, isso não elimina riscos — mas amplia o leque de possibilidades, desde que a entrada seja bem dimensionada.
📎 Fonte: UNCTAD – Trade and Development Report 2025
https://unctad.org/publication/trade-and-development-report-2025
3. Indicadores macroeconômicos: impacto direto no custo da importação
Nenhuma decisão de importação é neutra do ponto de vista macroeconômico. Crescimento do PIB, inflação, juros e políticas tarifárias influenciam diretamente o custo final da operação.
O Economic Outlook Interim Report 2025, da Organisation for Economic Co-operation and Development (OECD), aponta um cenário de crescimento desigual entre economias, com efeitos diretos sobre câmbio, financiamento e comércio internacional.
Esses dados são essenciais para avaliar:
- pressão cambial no curto e médio prazo;
- impacto de juros elevados no custo financeiro da operação;
- riscos associados a mudanças tarifárias ou políticas comerciais.
Importar sem considerar esses fatores costuma gerar surpresas — e raramente positivas.
📎 Fonte: OECD – Economic Outlook Interim Report 2025

4. Conectividade e logística: onde a operação ganha ou perde previsibilidade
Mesmo com bom fornecedor e preço competitivo, a importação pode falhar na logística.
O Global Connectedness Tracker, desenvolvido pela DHL em parceria com a NYU, analisa o nível de integração dos países às redes globais de comércio, considerando fluxos de mercadorias, infraestrutura logística e conectividade internacional.
Os dados de outubro de 2025 mostram que países mais conectados tendem a oferecer:
- maior previsibilidade de prazos;
- menor exposição a rupturas logísticas;
- melhor capacidade de absorver choques externos.
Para quem está começando, esse tipo de análise ajuda a evitar operações dependentes de rotas frágeis ou excessivamente voláteis.
📎 Fonte: DHL – Global Connectedness Tracker (out. 2025)
5. Riscos setoriais e sinais estruturais: o que pode mudar no meio do caminho
Além dos dados macro e logísticos, é importante observar riscos específicos por setor.
O 2025 in Charts, do McKinsey Global Institute, organiza indicadores que ajudam a identificar pressões estruturais, mudanças no padrão de consumo, riscos geopolíticos e impactos de longo prazo nas cadeias globais.
Esses insights são especialmente relevantes para empresas que importam:
- insumos produtivos;
- matérias-primas estratégicas;
- produtos com alta dependência de cadeias internacionais.
Eles ajudam a responder uma pergunta central: esse setor tende a ganhar estabilidade ou enfrentar mais rupturas nos próximos anos?
📎 Fonte: McKinsey Global Institute – 2025 in Charts
https://www.mckinsey.com/mgi/our-research/mckinsey-global-institute-2025-in-charts

Antes de importar, é preciso estruturar a decisão
Os dados de 2025 convergem em um ponto: o comércio exterior continua oferecendo oportunidades, mas penaliza decisões tomadas sem análise.
Para empresas que avaliam iniciar operações de importação em 2026, o primeiro passo não é negociar preço nem escolher fornecedor. É estruturar a leitura de cenário, entender riscos e alinhar a operação à realidade do negócio.
Quando isso acontece, a importação deixa de ser uma tentativa e passa a ser uma estratégia.
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