Importar por conta própria é possível, e todo ano muitas empresas dão esse passo. No entanto, alguns tropeços aparecem com frequência logo no primeiro embarque. Reunimos os mais comuns para você começar com o pé direito.
O primeiro costuma ser deixar a habilitação para depois. Sem estar habilitada no Radar/Siscomex, a empresa simplesmente não consegue registrar a importação, então vale resolver isso antes de fechar com o fornecedor.
Outro clássico é olhar só o preço da fatura. A mercadoria é apenas uma fatia do custo. Afinal, tributos, frete internacional, taxas portuárias, armazenagem e câmbio entram na conta e mudam bastante o resultado.
Tem também a classificação fiscal. A NCM define os tributos e a necessidade de licenças e anuências, e um enquadramento errado costuma cobrar seu preço em atraso e custo extra. Já mostramos aqui no blog quais documentos destravam ou travam uma importação.
O Incoterm é outro ponto sensível. Cada termo divide as responsabilidades e os riscos de um jeito, e assumir um sem entender o que ele implica pode trazer despesas que ninguém tinha previsto. Temos um guia completo sobre como escolher entre FOB, CIF, EXW, FCA, CFR e DAP.
Por fim, os prazos. Com a migração para a DUIMP em andamento, quem entra agora já precisa se organizar no Catálogo de Produtos desde o início.
Nenhum desses pontos precisa virar dor de cabeça. Com planejamento e a informação certa na mão, a primeira importação tende a fluir bem. E se em algum momento fizer sentido conhecer as soluções da BM3 Trading para importar com apoio, estamos por aqui.
Fontes
- Habilitação no Radar/Siscomex: Instrução Normativa RFB nº 1.984/2020 e a página de habilitação no Siscomex do Portal Único de Comércio Exterior.
- Migração para a DUIMP: cronograma oficial de desligamento do Siscomex DI (Secex/Receita Federal).
